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Gorki: “transgredir limites torna-se norma”

por Luciana Romagnolli ::

Uma vertente importante do teatro feito em Berlim atualmente se abre para a realidade social pós-miscigenação, no anseio de colocar na posição de protagonistas cidadãos nascidos na Alemanha de descendências e cores distintas. Dois espetáculos dessa safra puderam ser vistos pelo público brasileiro no Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte, ocorrido em maio: “I Call My Brothers” e “The so-called outside means nothing to me”.

“O teatro na Alemanha é muito diverso. O nosso é pós-migrante: a pós migração como temática, como linguagem e estética e como protagonistas do processo. O teatro pós-migração é esse que está sendo feito para poder viabilizar pessoas e artistas que estiveram e estão naquele país há no mínimo duas gerações e meia e não eram reconhecidos em papeis de protagonistas”, diz Wagner Carvalho, mineiro que é codiretor artístico do Ballhaus Naunynstraße, teatro sediado em Berlim e que coproduziu com colaboração do Maxim Gorki Theater o espetáculo “I call my brothers”.

O Horizonte da Cena fez três perguntas ao Maxim Gorki Theatre. Um mês depois, chegaram as respostas de Marie von der Heydt. Confira.

"The so-called outside means nothing to me", do Maxim Gorki Theater

“The so-called outside means nothing to me”, do Maxim Gorki Theater

A mistura inter-racial é um tema central no teatro do Maxim Gorki hoje? Por quê?

Diversidade é um assunto importante no teatro contemporâneo e proporciona histórias fascinantes para o palco. O Maxim Gorki Theatre pretende retratar essas realidades na cidade de Berlim, a qual há um longo tempo tem não só deixado de ser influenciada unicamente por origens alemãs, mas tem sido remodelada pelas mais diversas perspectivas culturais. O teatro não só reconhece a variedade mas integra-a essencialmente no desenvolvimento das peças. O choque cultural proporciona um dos materiais mais cheios de suspense com o qual o teatro pode lidar hoje. As principais questões para o grupo são aquelas de vida e amor, assim como deslocamentos e problemas políticos e sociais em um dos países mais ricos do mundo.

“The so-called outside means nothing to me” e “I call them brothers” trazem jovens atores falando sobre questões políticas sérias com ironia, ceticusmo e humor. Como isso representa o espírito da época atual na Europa ocidental?

Primeiramente, trata da dissolução de tabus e da vida num tempo em que as tragédias podem ser apresentadas como comédias e vice-versa. Você deve estar apto a rir de uma casa queimando para entender de onde o fogo vem e como pode ser apagado. Humor e ironia no teatro possibilitam à audiência lidar com temas críticos e complexos. Ironia e prazer são também ótimos meios especialmente para ultrapassar limites e se aproximar de temas que de outro modo não seriam discutíveis.
Como o Maxim Gorki Theatre se insere na ampla e múltipla cena do teatro alemão?

O Gorki Theatre faz um teatro da diversidade. Isso é personalizado amplamente na montagem do grupo, considerando seus países de origem para começar. Como um teatro municipal, o Gorki pretende espelhar a cidade e ainda continuar a criticá-la ao mesmo tempo, ao apresentar-se como um espaço político e agradável para pensar e ser, amar e viver. De acordo com o planejamento para as próximas estações, o Gorki mostra a diversidade ofertada pela nossa sociedade, na qual transgredir limites torna-se a norma e o que reside na obscuridade não é mais referido como “o outro”. Limites estão sendo literalmente dissolvidos e é preciso olhar para as dolorosas verdades. O Gorki pretende estabelecer diálogo com seu público que revele diferentes caminhos de luxo e mentira na vida.

01/07/2014 TAGS: Alemanha, FIT-BH, Maxim Gorki 1 COMMENT
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O Horizonte da Cena é um site de crítica de teatro criado em setembro de 2012 pelas críticas Luciana Romagnolli e Soraya Belusi, em Belo Horizonte. Atualmente, são editores Clóvis Domingos, Guilherme Diniz e Julia Guimarães. Também atuam como críticos Ana Luísa Santos, Diogo Horta, Felipe Cordeiro, Marcos Alexandre, Soraya Martins e Victor Guimarães. Julia Guimarães e Diogo Horta criaram, em 2020, o podcast do site. Saiba mais

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